sábado, 6 de agosto de 2011

Silêncio meu de cada dia...

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Hoje eu quero pensar com você sobre um assunto em que a maioria esmagadora de nós repugna, o silêncio. Quase sempre pavoroso para a maioria das pessoas, deveria ser mais reverênciado por nós. Mas não, o demonizamos e o considermos como o "inimigo do bem".
Engraçado isto né...
Temos a hiperatividade como referência de não se sentir só.
Talvez por isso a maioria de nós não suporte o silêncio.
A eminência da casa estar vazia, o fim de semana sem companhia, o dia dos namorados sem a pessoa querida, são circusntâncias tratadas como cáos total por boa parte de nós, sem direito a nenhum tipo reflexão.
Simplesmente, não aceitamos!
A sensação que tenho é que há uma guerra dentro em nós a não admitir a idéia do abandono. Por isso, a agenda tão lotada pra muitos de nós.
Pode ser que você até não tenha uma agenda de lazer, amigos e profissão tão cheia, mas ainda sim, sua mente não para. E não adianta ir pro sítio, pra natureza, que ainda sim, a inquietação continuará sendo a pauta da vez em sua vida.
A voracidade em ter que preencher os espaços vazios de nossa agenda,  pode gerar em nós seres reféns pela avidez de saberem sempre o que acontecerá no próximo capítulo de nossa vida.
Desejo pelo controle, do domínio. O que, por fruto,  nos tornará, seres da especulação. Aliás, este é o cenário de ansiedade, antecipar fatos pautados pela especulação.
Olha, não tenho a menor dúvida de que algumas de nossas escolhas equivocadas na vida poderiam ter sido evitadas se tivessemos dado um pouquinho mais de atenção ao silêncio.
E a razão de nos tornarmos tão precipitados é que somos muito 
óbvios a analisar à vida, conclusivista e pouco detalhistas com o que é fundamental.
Por conta disto:
- Perdemos oportunidades em conhecer pessoas interessantíssimas;
- De desfrutar e descobrir o que de fato é significativo na vida, mesmo não tendo uma "pompa" aparente, um glamour imediato e uma estética sedutora.
Já percebeu como somos atraídos pela "vitríne"?
Como somos impressionáveis com o óbvio, com o imediato.
Não é chocante observar como incompreenção do silêncio em nós pode ter o  poder de
atravancar a pacificação do nosso ser? 
É, criamos um bloqueio pra que a paz venha e faça morada dentro em nós

E quando falo de silêncio, é preciso que a gente não complique muito para interpretá-lo.

Silêncio faz parte de nós.
Silêncio é nossa essência querendo diálogo conosco;
Silêncio é minha essência querendo contar os meus segredos mais íntimos a mim mesmo;
Silêncio é à vida desejando trazer boas supresas para nós.

Mas infelizmente somos muito medrosos. Temos medo de nos conhecer. Aí, prefirmos nos ocupar. Ou melhor, nos PRÉ-OCUPAR.

Não é fácil e nem tão simples lhe dar com o silêncio, mas deveria ser nosso ideal. E penso que se procuramos tratar o silêncio a partir de agora, não como o sinônimo da solidão, mas como eventos que fazem parte da vida, as possibilidades de sermos menos precipitados, ansiosos e mais prudentes haveram de ser hábitos mais reais em nossa vida.

Que tal começarmos a criar coragem para mudar de hábitos? 

Por fim, compartilho a frase do Educador e Psicanalista Rubem Alves,
"Não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses."

Jackson Garcia - Jack
Psicanalista
(Tarde de sábado com um belíssimo por do sol em Brasília-DF)
Agosto/11