terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Vamos ser sinceros...


E se você não tivesse este corpo escultural, estonteante, arrebatador de olhares alheios…
E se você não carregasse em seu “curriculum” o histórico das 50 viagens já feitas ao exterior e pelo nosso País afora…
E se você não fosse concursado (emprego público)…
E se você não tivesse condições financeiras de usar uma bolsa Louis Vuitton  (mesmo sendo da feira do Paraguay)…
E se você não tivesse tantos amigos interessantes que são amigos de outros bem mais interessantes…
E se você não pudesse frequentar os mesmos lugares que estes amigos interessantes frequentam…
E se você fosse baixinho…ou bem cheinho (obeso)…
E se você fosse bem alto, extremamente alto, como o Ucraniano Leonid Ivanovych com 2,57 metros de altura…
E se você não tivesse um rostinho tão “bonitinho”…
E se você não tivesse filhos(as)…
E se teu carro não tivesse todos os opcionais, airbag duplo, freios abs, vidros elétricos, ar-condicionado digital, volante revestido em couro…
E se fosse um 1000cc (motor 1000, o famoso popular)…
E se você tivesse que pegar ônibus todos os dias às 5:30hs da manhã …
E se você tivesse que depender de pouco mais de um salário mínimo para passar o mês…
E se fosse com menos de um salário mínimo….

Chega!!!

Minha pergunta a você é a seguinte: o que sobra de você sem a imagem que os outros compram de você?

Você vende esta imagem?

Em que você se apoia para poder dizer: EU SOU!

Quem é você?

Pense!

Aquele  abraço,

Jackson Garcia – Psicanalista
http://psicanalistajackson.blogspot.com/
(Brasília, 18 de Janeiro de 2011 em final de tarde com sol)

5 comentários:

  1. Eu n sou nada, n poso dizer que Eu sou!
    Sua reflexão me fez pensar!

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  2. Jack, apenas para enriquecer sua compreensão, veja este texto: "Qual o meu tamanho? O que me pertence e o que não me pertence?" são perguntas existenciais. Com isso se revela que o receptáculo da posse é o ser e sua consciência de existir. O que possui é o "Eu" e, ao mesmo tempo, de posses é que o "Eu" se constrói. O bem-estar desse "Eu" dependerá sempre do que "tem" e do que "não tem". Afirmado no que tem, o "Eu" ganha densidade, por outro lado, afirmado no que não tem, o "Eu" evita seu inchamento. Sem densidade ou numa condição inflada, o "Eu" sofre, respectivamente, o mal da desnutrição ou da náusea."" BONDER, Nilton. Ter ou não ter, eis a questão!: a sabedoria do consumo. Rio de Janeiro : Elsevier, 2006. p. 89.

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  3. Jacson,

    texto excelente!

    O Pai te dê cada vez mais sabedoria vinda d'Ele!

    Abraço!

    Carla Accioly, João Pessoa.

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  4. Já fui assim...era o que vendia exteriormente...quando não tive mais condições de comprar ou bancar o meu exterior..me perdi completamente...engordei ...fui aos 120 quilos... não sabia mais quem eu era mesmo...não me reconhecia em espelhos... até que decidi tomar as rédias da minha vida...e busquei ajuda médica..fui ao CTO da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, fiz uma cirurgia de redução de estomago... emagreci 52 quilos... fiquei magra...linda...e continuei sem saber quem eu era..e o pior...agora..sendo assediada e mais terrivel ainda..o ciumes do meu esposo e das pessoas q me conheciam foi péssimo...entrei em depressão... busquei ajuda na psicanálise... e apesar de não estar fazendo hoje...sei que devo continuar..e gostaria muito que você me ajudasse... as coisas não são tão simples assim.. devemos sempre estar nos "reciclando" porque..a vida não pára..como diz Lenini não é verdade? Abraços...

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    1. Denise, ter coragem pra se ver, sem neutralidade, como você vem fazendo, é postura madura de alguém que deseja o simples e significativo na vida. Grato!

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