quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Te disseram

Qual o impácto da opinião de um terceiro em sua vida? Já pensou sobre isto? Veja este vídeo.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Psicanalista Jackson Garcia novo site


Gente querida, compartilho com vocês o vídeo de chamanda do lançamento do novo site a ser lançado agora no dia 10 de setembro.
Abraço a todos,
Jackson


sábado, 6 de agosto de 2011

Silêncio meu de cada dia...

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Hoje eu quero pensar com você sobre um assunto em que a maioria esmagadora de nós repugna, o silêncio. Quase sempre pavoroso para a maioria das pessoas, deveria ser mais reverênciado por nós. Mas não, o demonizamos e o considermos como o "inimigo do bem".
Engraçado isto né...
Temos a hiperatividade como referência de não se sentir só.
Talvez por isso a maioria de nós não suporte o silêncio.
A eminência da casa estar vazia, o fim de semana sem companhia, o dia dos namorados sem a pessoa querida, são circusntâncias tratadas como cáos total por boa parte de nós, sem direito a nenhum tipo reflexão.
Simplesmente, não aceitamos!
A sensação que tenho é que há uma guerra dentro em nós a não admitir a idéia do abandono. Por isso, a agenda tão lotada pra muitos de nós.
Pode ser que você até não tenha uma agenda de lazer, amigos e profissão tão cheia, mas ainda sim, sua mente não para. E não adianta ir pro sítio, pra natureza, que ainda sim, a inquietação continuará sendo a pauta da vez em sua vida.
A voracidade em ter que preencher os espaços vazios de nossa agenda,  pode gerar em nós seres reféns pela avidez de saberem sempre o que acontecerá no próximo capítulo de nossa vida.
Desejo pelo controle, do domínio. O que, por fruto,  nos tornará, seres da especulação. Aliás, este é o cenário de ansiedade, antecipar fatos pautados pela especulação.
Olha, não tenho a menor dúvida de que algumas de nossas escolhas equivocadas na vida poderiam ter sido evitadas se tivessemos dado um pouquinho mais de atenção ao silêncio.
E a razão de nos tornarmos tão precipitados é que somos muito 
óbvios a analisar à vida, conclusivista e pouco detalhistas com o que é fundamental.
Por conta disto:
- Perdemos oportunidades em conhecer pessoas interessantíssimas;
- De desfrutar e descobrir o que de fato é significativo na vida, mesmo não tendo uma "pompa" aparente, um glamour imediato e uma estética sedutora.
Já percebeu como somos atraídos pela "vitríne"?
Como somos impressionáveis com o óbvio, com o imediato.
Não é chocante observar como incompreenção do silêncio em nós pode ter o  poder de
atravancar a pacificação do nosso ser? 
É, criamos um bloqueio pra que a paz venha e faça morada dentro em nós

E quando falo de silêncio, é preciso que a gente não complique muito para interpretá-lo.

Silêncio faz parte de nós.
Silêncio é nossa essência querendo diálogo conosco;
Silêncio é minha essência querendo contar os meus segredos mais íntimos a mim mesmo;
Silêncio é à vida desejando trazer boas supresas para nós.

Mas infelizmente somos muito medrosos. Temos medo de nos conhecer. Aí, prefirmos nos ocupar. Ou melhor, nos PRÉ-OCUPAR.

Não é fácil e nem tão simples lhe dar com o silêncio, mas deveria ser nosso ideal. E penso que se procuramos tratar o silêncio a partir de agora, não como o sinônimo da solidão, mas como eventos que fazem parte da vida, as possibilidades de sermos menos precipitados, ansiosos e mais prudentes haveram de ser hábitos mais reais em nossa vida.

Que tal começarmos a criar coragem para mudar de hábitos? 

Por fim, compartilho a frase do Educador e Psicanalista Rubem Alves,
"Não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses."

Jackson Garcia - Jack
Psicanalista
(Tarde de sábado com um belíssimo por do sol em Brasília-DF)
Agosto/11

sexta-feira, 25 de março de 2011

O que você anda semeando?

Hoje eu gostaria de pensar com você um assunto até recorrente em algumas das minhas falas...
Porquê a opinião do outro sobre você,  por vezes,  tem o poder de te desestabilizar, tirar sua paz, seu sono, sua tranquilidade? 
Opinião de quem? Sua mãe, pai, irmão, chefe, colega de trabalho...
Porquê você se permite ser seduzido  pelo que o outro pensa, opina e afirma sobre sua vida?
Eu gostaria muito que você fosse honesto com sua consciência a avaliar qual o IMPACTO da opinião do outro sobre você?
Eu não estou te vendo, mas sei que você está aí me assistindo. Então, não há porquê ter que bancar o Dr. Equilíbrio e nem a Dra. Estabilidade fazendo pose de inatingível a dizer pra sí que não está nem aí para o que o outro pensa.  Eu estou falando isso porquê alguns de nós possue a mania, e uma mania idióta (perdão pela expressão), de bancar a imagem de que não se importa com nada. Mas à prática não é nada disso!
Porque não, aproveitar e fazer um auto-exame.
Pra finalizar, eu queria deixar duas coisinhas.
PRIMEIRO:  Você não precisa da opinião do outro para SER, pra fazer, pra crescer, pra mudar.
SEGUNDO: Ninguém se torna um ser mais otimista e confiante na vida por osmose. Ninguém nasce assim.


Pense nisso!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Relação a dois

Acerca de trilhar a vida ao lado de alguém, o silêncio, por vezes, é um bom termômetro para avaliar como anda a relação. 
Jackson Garcia
Jackson Garcia - Psicanalista 
(Capital do País em manhã mostrando que o dia será muito quente - 02/Fevereiro/2011)

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Novo vídeo

Gente querida, adicionei um vídeo muito significativo em meu texto, "Quem é você na era das comunicações".

Link direto ao texto: http://psicanalistajackson.blogspot.com/2011/01/quem-e-voce-na-era-das-comunicacoes.html

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Sua auto-estima



Quem possui o hábito de se enxergar é capaz de fazer uma leitura mais real acerca de si mesmo e não de encarnar a leitura dos outros sobre nós mesmos. Já notou que quase sempre, alguns de nós, somos levados a nos decifrar a partir da interpretação de um terceiro qualquer?

   
Agora, saber lidar com a opinião alheia é uma virtude para poucos. Apenas para aqueles que aprenderam a adubar o chão das convicções de seu interior.

No chão das incertezas, ficamos vulneráveis não só ao que os outros especulam, mas ao que especulo sobre mim mesmo.

E sob este prisma é que cabe a necessidade em nutrirmos opiniões convictas acerca de quem somos. Afinal a opinião, conceito e interpretação que tenho e nutro sobre mim mesmo, será meu grande aliado a me firmar nesta caminhada na vida ou meu grande incentivador ao marasmo, passividade e fracassos.

Quer alimentar sua autoconfiança?

ENTÃO COMEÇE EXERGANDO SEUS PODRES!

Cláro!

Quem quer que viva a vida e não carrega em si a percepção mínima de seu caos interior, de suas incoerências no discurso entre falar e agir, em seus pré-conceitos, em sua energia gasta em prioridades que não são fundamentais, em se ver ansioso por necessidades NÃO necessárias,  é alguém, no mínimo, refém da construção fantasiosa de um mundo que está sempre a disposição de adulá-lo.

Enquanto, ainda que veladamente, vivermos e interpretarmos a vida, nossas relações, opiniões e escolhas sob o olhar acima da média, capitaneados pela síndrome Johnny Bravo  correremos o risco eminente da dissoluçao e de perder o encanto pelo simples.


Quer alimentar sua autoconfiança?
Agente falou sobre a necessidade de enxergar nossos podres. Agora quero falar de um outro ponto fundamental, estrutural pra alimentarmos nossa auto-confiança.

Valorize seus dons, estimule o florescer de novas aptidões e talentos. Perceba aquilo que desempenha com maior desenvoltura  sem tanto embaraço, aquilo que é natural em você. Se enxergue!
Não vá procurar ser aquilo que você não é!
"Áh..mas não encontro virtude alguma em mim"
É porquê você não está se enxergando, não para pra se abrir contigo mesmo. Não dá atenção a suas intuições. Ignora seus desejos mais óbvios.
Você quer o quê? Que avanços mais vc obterá????


Vamos combinar uma coisa?

A partir de agora, nada de se enquadrar na classe dos predestinados a não avanços na vida!
Seu hoje está em como você se interpreta.

Decida se enxergar como de fato você é. De forma clara, sem lentes de aumento ou desfocadas.

Decida enxergar quem realmente você é, a fim de DISCERNIR o que de fato QUER e o que NÃO QUER.


Jackson Garcia - Psicanalista
http://psicanalistajackson.blogspot.com/
(Brasília, 28 de Janeiro de 2011, ouvindo Jazz em fim de tarde com sol)

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Boas surpresas...



Exercíte o ATO (agir) de refletir, raciocinar e de se PREdispor a entender que seu  "mundo" pode ser muito maior que os limites que você traçou para sua felicidade.

Surpresas e descobertas interessantes podem surgir se tal hábito tiver.

Jackson Garcia - Sexta-feira de Janeiro em belíssima tarde - 2011
Psicanalista

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Vamos ser sinceros...


E se você não tivesse este corpo escultural, estonteante, arrebatador de olhares alheios…
E se você não carregasse em seu “curriculum” o histórico das 50 viagens já feitas ao exterior e pelo nosso País afora…
E se você não fosse concursado (emprego público)…
E se você não tivesse condições financeiras de usar uma bolsa Louis Vuitton  (mesmo sendo da feira do Paraguay)…
E se você não tivesse tantos amigos interessantes que são amigos de outros bem mais interessantes…
E se você não pudesse frequentar os mesmos lugares que estes amigos interessantes frequentam…
E se você fosse baixinho…ou bem cheinho (obeso)…
E se você fosse bem alto, extremamente alto, como o Ucraniano Leonid Ivanovych com 2,57 metros de altura…
E se você não tivesse um rostinho tão “bonitinho”…
E se você não tivesse filhos(as)…
E se teu carro não tivesse todos os opcionais, airbag duplo, freios abs, vidros elétricos, ar-condicionado digital, volante revestido em couro…
E se fosse um 1000cc (motor 1000, o famoso popular)…
E se você tivesse que pegar ônibus todos os dias às 5:30hs da manhã …
E se você tivesse que depender de pouco mais de um salário mínimo para passar o mês…
E se fosse com menos de um salário mínimo….

Chega!!!

Minha pergunta a você é a seguinte: o que sobra de você sem a imagem que os outros compram de você?

Você vende esta imagem?

Em que você se apoia para poder dizer: EU SOU!

Quem é você?

Pense!

Aquele  abraço,

Jackson Garcia – Psicanalista
http://psicanalistajackson.blogspot.com/
(Brasília, 18 de Janeiro de 2011 em final de tarde com sol)

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Quem é você na era das comunicações?

É inegável que as redes sociais vieram para trazer consigo um estreitamento maior na interação das pessoas. Não sou daqueles que carregam um olhar negativo para as ferramentas de comunicação virtual com a ótica nostálgica de que bom mesmo era no tempo em que se usava telefone a manivela ou então, da época em que nem se tinha comunicação virtual alguma, sem tv, telefone, telex, telegrama e código morse. Fui longe heim….

Gosto de tecnologias e sempre fui fascinado com a capacidade do homem recriar maneiras de tornar a vida mais interessante e prática. Assim é no universo do entretenimento, no campo da saúde, nas atividades práticas do lar e trabalho, bem como em diversas outras áreas.

Como diz meu sábio avô, hoje com 93 anos de idade, "Que coisa mais medonha essa tecnologia de hoje!

Também acho!

A própria internet se configura como num destes avanços tecnológicos notáveis. O mundo hoje, quase  pode ser dividido entre a era Pré-Internet e Pós-Internet.  Na era “internetiana”, negócios são fechados, contas são pagas pela rede, contratos são acordados, notícias são enviadas para qualquer lugar e de qualquer lugar, compras são realizadas e até novos amores e paixões tem surgido com este novo meio de comunicação, para controvérsia de alguns.

Acho notável o avanço da ciência e tecnologia. O holograma, onde você pode projetar uma imagem qualquer em 3D, inclusive a sua, via internet e interagir com qualquer pessoa, já é uma realidade.

Agora, como tudo na vida, onde o equilíbrio é sempre bem vindo e os excessos não são saudáveis, o mergulho nas ferramentas de comunicação virtual não fogem à postura do bom senso quanto ao seu uso.

Papo moralista?
Não!

Ou você ainda não encontrou alguém capaz de abrir mão de um encontro real por um virtual?

Ainda não conheçeu alguém com a capacidade de se expressar de forma mais livre e espontânea por e-mail, sms(torpedo) e messengers da vida do que quando está frente a frente com você?

Nunca encontrou um valente no virtual, capaz de dizer "mundos e fundos" e um frouxo no real?

Nunca ficou sabendo de que há aqueles que sentem mais prazer em sexo virtual do que a troca de energia com alguém ao vivo e a cores?

E dos fakes em redes sociais! Eles não são aqueles que apresentam ser, mas estão lá, interagindo e/ou fiscalizando.

Sobre a vida na internet, outro dia ouvi o cantor Léo Jaime, cantor e músico pop/rock, dizer que se você quiser arranjar confusão com sua parceira(o) é só abrir uma conta em alguma destas redes sociais.
Um “Oi”, “Bom dia” ou um “Ótimo final de semana” de um terceiro qualquer, já será o suficiente para abrir um precedente para sua companheira ou companheiro especular mil situações.

E não é verdade? Pode não ser para todos, mas pelo menos para um bom número considerável de pessoas, sim.

Falando em patrulhamento, o que dizer dos que procuram seguir os passos virtuais do amado(a) ou dos curiosos de plantão que anseiam saber com quem ele(a) anda trocando “scraps” (recados) nas redes sociais.

Ainda sobre as redes sociais, já percebeu que algumas ainda revelam uma característica para lá de curiosa. A exposição de seus membros acerca do que estão fazendo a cada segundo, minuto, hora e momento.

" Acabei de acordar com uma ressaca dos infernos. Que droga!
" Agora meu cachorro acabou de fazer uma cáca dibaixo de minha cama. ki bunitinho!"
" Amanhã irei fazer o teste para tirar carteira de motorista. Ai que medo!"


Etc…

Me chama muito atenção a necessidade que algumas pessoas tem em revelar aos outros, suas escolhas, desejos, raivas, frustrações, planos e metas.

Taí, um auténtico “Big Brother”, para todo mundo ver e saber.

Mas não estou aqui a tomar partido pró ou contra redes sociais. O fato de alguém estar ou não inserido neste novíssimo meio de interação e o que motiva estar lá é decisão de cada um.

Agora penso que reflexões valem a pena sempre serem feitas em toda e qualquer circunstância. Neste caso, poderíamos pensar em algo interessante.

Em relação a tanta hi-tecnía em nossa vida, com novidades a cada dia, poderiamos considerar alguém dependente dos mesmos sob quais sinais?

Quais os possíveis impactos e consequências desta imersão VIRTUAL em relação ao mundo REAL, sobre tudo na relação de gente para com gente?

Que tipo de pessoa você é ou se tornou?



- Como aquele(a) onde, se não atenderem uma ligação sua na hora, a impaciência e intolerância toma a frente e sua reação não é outra a não ser... " Mas que coisa gente! O que essa pessoa está fazendo que não atende logo esta ligação?


- Como aquele(a) em que, se não responderem ao seu sms (msg por celular), no mesmo minuto ao enviado, especulações mil começam a surgir?

- Chegou ao ponto em que se não der tempo de conferir um e-mail, uma “twittada”, um recado qualquer na net, algum nível de angústia e inquietação você começa a experimentar?

- Como alguém que começa a ver seu dia chato em razão de ainda não ter recebido ligação alguma, e-mail algum, ninguém ter realizado comentário algum daquela foto postada e nem ter recebido uma visitinha em seu perfil da rede social?

- Como aquela incógnita na cabeça porque ninguém ainda comentou aquela foto que você postou a mais de, longos, 3 dias em algum lugar na net?

É fato que o meio virtual pode contribuir para o estreitamento de novas relações e encurtar distâncias com pessoas que se admiram. Acho tudo isso fantástico e medonho - lembra do meu avô?

Mas é fato também que quão frágeis, sensíveis em demasia, ansiosos e fantasiosos, boa parte de nós tem se tornado nestes tempos de tantos entrelaçamentos virtuais mas com poucos traços de maturidade na luta REAL da vida.

De que lado você está, REAL ou VIRTUAL?

Que tal pensar um pouco sobre isto?
Assista este breve vídeo e a ilustração que ele traz.

Meu abraço, virtual.

Jackson Garcia – Jack
Psicanalista Clínico
http://psicanalistajackson.blogspot.com/
(Brasília, Janeiro em tarde com ventos – 2011)

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Que entrega é esta?

Todas as escolhas de um ser humano devem ser pautadas pela espontaneidade leve de uma decisão e não pela coação de um apelo."

Esta frase veio em minha mente quando atendia uma pessoa que, aos 47 anos, após anos e anos de infidelidade conjugal e trapaças com funcionários de sua empresa e negócios,  toma a posição em mostrar, a qualquer custo,  a esposa e as pessoas que conviveram com ele seu arrependimento e sua regeneração.

Chegou ao ponto de implorar perdão, atenção e crédito em seu “novo caráter”.

Bom, não entrando no mérito da questão, um aspecto me chama atenção. Fico impressionado com a quantidade de pessoas que, no auge de suas carências e sensações de abandono, são capazes de fazer tudo para ficarem livres do fantasma da rejeição.
Sim, porque alguém para tomar uma postura, quase que serviçal, a se curvar para um outro alguém, mesmo o outro dizendo “NÃO TE QUERO” e ainda assim você dizer: “MAS EU TE QUERO” é , no mínimo, chocante!

Você diria: “É AMOR!”
Eu exclamo! “AMOR???!!!”

Que amor é este que me faz esquecer que o outro também tem direito de não me desejar mais?
Que amor é este que me faz esquecer de que o outro também tem o direito de não acreditar mais em mim?
Que amor é este que me faz esquecer de que o outro tem seu próprio “time” (tempo), ritmo e momento para compreender os fatos?
Que amor é este que faz minha ansiedade falar mais alto e não esperar enquanto o outro reflete?
Que amor é este em que preciso mostrar ao outro de que ele(a) não encontrará outra pessoa nesta vida para amar como eu a amo?
Que amor é este onde preciso convencer que hoje serei mais dedicado que ontem?
Que amor é este que, em nome do mesmo, serei capaz de tudo, até de xingar, cuspir na cara e dar uns tapas?
Que amor é este que me faz MENDIGAR ATENÇÃO, CARINHO e SEXO?
Que amor é este em que penso: “SÓ SEREI FELIZ COM VOCÊ”, mesmo o outro dizendo: “Não”?
Que amor é este em que esqueço de mim mesmo, me anulo em favor de um suposto amor, esqueço de toda uma história turbulenta vivenciada com o tal amado(a) e me faz insistir em crer que tudo será diferente a partir de hoje.

Afinal a dor que sinto no peito é grande, o vazio é enorme, a falta não some,  a carência que sinto e a sensação de abandono insiste em não me deixar...

Bom, só me resta repetir a frase que mencionei logo acima, Todas as escolhas de um ser humano devem ser pautadas pela espontaneidade leve de uma decisão e não pela coação de um apelo.” 
Como andam seus apelos para a vida?
Meu abraço,
Jackson Garcia - Psicanalista
http://psicanalistajackson.blogspot.com/
(Brasília, Janeiro em tarde chuvosa - 2011)